Mensagem do padre » 15/05/2018

Maio: mês de MARIA SANTÍSSIMA, MÃE DE DEUS E NOSSA, MÊS DAS MÃES

Neste especial e feliz mês de maio, que a Igreja consagra a Nossa Senhora, a mãe de Jesus, “mãe de Deus e nossa” e também recordamos e festejamos as nossas mães, caminhamos dentro do maravilhoso e soleneTempo Pascal, com muito amor, oração, esperança, alegria e devoção, com os olhos fitos nas Festas de Nossa Senhora e as Solenidades da Ascensão do Senhor e de Pentecostes!

Neste Ano 2018, tão importante e profundo, que celebramos o Ano do Laicato, Papa Francisco nos afirma “o leigo é a Igreja de Cristo, é a força do Evangelho” que nos leva a “ser sal da terra e luz do mundo”(Mt 5,13-14),e na preparação do primeiro Sínodo Arquidiocesano de São Paulo “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” , ainda nos encontramos mergulhados, com alegrias e júbilo nas grandes Festas, que marcaram o ano de 2017: 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima,300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil e a Elevação a Santuário Arquidiocesano da nossa amada Paróquia de Nossa Senhora Aparecida do Ipiranga.

Em nosso Santuário, sempre queremos recordar e nos unir cada vez mais, à mãe Maria, que em Nazaré, na Terra Santa, abençoava e via o pequeno menino Jesus, seu filho tão amado, crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens (Lc 3,52),como nossas próprias mães experimentam e experimentaram conosco.

Para conhecer melhor o perfil materno de Nossa Senhora, podemos meditar três passagens bíblicas que muito nos enriquecem: A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a mãe intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino, olhar de mãe, que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, se dirige ao Filho com preocupação e obtém, quase sem pedir, o primeiro sinal de Jesus, o milagre da transformação da água em vinho. Ela é, de fato, a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.

Outra passagem do Evangelho que nos aprofunda na personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade, como tantas mães em todas gerações, em todo tempo da humanidade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para ser a Mãe de Deus, dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se admira com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo, José, o que nela se realizava.

Deus tem o direito de escolher e por isso ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.

O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança. Quando seu Filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-lo após três dias, queixa-se amorosamente: “Filho por que agistes assim conosco?

Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na Paixão e Crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do Redentor, tornando-se Co-Redentora e mãe da Igreja. É a mulher forte, mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a mãe, Senhora das Dores.

Quanta eterna e imensa gratidão ao Senhor que além de nossa mãe nos deu a sua própria: “…Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe….Ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que Ele amava, disse à mãe “eis o teu filho!” Depois disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!” (Jo 19,25-27).

E assim, em 2018, nesta importante preparação ao primeiro Sínodo Arquidiocesano de São Paulo, caminhamos com permanente alegria com nossas mães, sempre cercados e protegidos e abençoados por nossa Mãe do Céu, e neste mês de maio, mês de Maria e de todas as mães, sentiremos a relação perene delas conosco e receberemos sua benção que nos enche de grande e permanente alegria. E assim, com elas, na Festa da Ascensão do Senhor: “no gesto das mãos abençoadoras de Jesus, que exprime a relação duradoura dele com os seus discípulos e com o mundo, enquanto Jesus parte, Ele vem levantar-nos acima de nós mesmos, e abrir o mundo a Deus, e por isso os discípulos puderam transbordar de alegria quando voltaram de Betânia para casa(cf. Lc 24,50-53).Na fé — como nossas mães amorosas— sabemos que Jesus, abençoando, tem suas mãos estendidas sobre nós. Tal é a razão permanente da alegria cristã” (cf. Papa Bento XVI).

Luis Henrique Massonetto – Diácono