Mensagem do padre » 04/06/2018

O Leigo(a) na missão da Igreja

Cada cristão é convidado não apenas a vivenciar o amor de Deus, mas também a espalhar esse amor a todos. O Concílio Vaticano II, por meio do documento chamado Apostolicam Actuositatem evidenciou o papel dos leigos na Igreja, conferindo-lhes a mesma dignidade dos sacerdotes e religiosos. Devemos então criar mecanismos para que o leigo compreenda sua importância e necessidade da sua missão na Igreja e que ela seja espontânea e ativa. Dentre os serviços que temos na Igreja e a qual os leigos(as) podem participar dando seu testemunho como Cristãos, podemos citar: como Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, na Catequese, na Pastoral Litúrgica, na Pastoral da Caridade, no Batismo, na Pastoral Familiar e demais pastorais. O leigo(a) quando está a serviço da missão, passa a ter conhecimento mais profundo da sua Igreja, e portanto, tendo a oportunidade de ver o quanto há de necessidade nesse trabalho, além da sua importância para a comunidade.

Para que o serviço seja desenvolvido com espontaneidade pelo leigo(a), é preciso que se sinta acolhido dentro da pastoral onde está engajado, para tanto há que haver uma motivação por parte da coordenação da pastoral, como também do sacerdote, ouvindo suas dificuldades, desafios.

Notamos para que o trabalho das pastorais sejam fecundos é necessário que haja uma integração entre todas elas, propiciando uma união e também conhecimento do serviço de cada uma; ou seja, suas dificuldades, desafios, metas, resultados; fazendo com que uma pastoral motive a outra na missão; podendo também surgir a oportunidade a cada leigo(a) de participar de outra pastoral. Sabemos, contudo não ser tão simples estar na grande missão de ser testemunha de Cristo neste mundo, mas para que o leigo(a) consiga cumprir o chamado, há que ser preparado para amar e portanto, com mais eficiência testemunhar. Para que o leigo(a) testemunhe seu amor e misericórdia de Cristo por ele, primeiro deve experimentar dessa misericórdia, para depois, ser misericórdia para o outro. Muitas vezes em nossa caminhada não concordamos com algumas situações, ou mesmo a forma como é desenvolvida esta missão na Igreja.

Diante desses questionamentos inerentes ao ser humano, que não sabemos também como resolvê-los, a Igreja como sempre muita sábia, por intermédio do nosso pastor Dom Odilo Pedro Scherer, convocar a todis para o 1º Sínodo Arquidiocesano de São Paulo, com o Tema: Caminho de comunhão, conversão e renovação missionária e com o Lema “Deus habita esta cidade: somos suas testemunhas”, como que um clamor ouvido do leigo(a). O Sínodo é uma assembléia de clérigos, consagrados e leigos, é ocasião para uma grande avaliação pastoral, uma tomada de consciência ampla sobre a realidade da diocese, para indicar metas e prioridades da ação evangelizadora e eventuais mudanças na organização pastoral.

Essa proposta vem de encontro com os anseios dos leigos que participam ativamente em suas pastorais, pois como propõe o tema do sínodo arquidiocesano “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”, a Igreja de São Paulo precisa “olhar-se no espelho”, refletir sobre a presença e sua missão nesta grande Metrópole. É a oportunidade que temos como leigos(as) para falarmos e refletirmos sobre a nossa realidade pastoral, suscitando um novo dinamismo na realização da vida e damissão da Igreja. É omomento de todos os leigos(as) em participe deste momento histórico da Arquidiocese de São Paulo, mesmo que não participe diretamente de nenhuma pastoral, surgindo também um novo ardor Missionário, renovando em nós a Fé, a Esperança e a Caridade. Nós enquanto leigos(as) não devemos deixar passar este momento único na nossa Igreja, contribuindo com nosso testemunho do Evangelho nesta Cidade, assim como fizeram, Maria, Mãe da igreja, o apóstolo São Paulo, Patrono de nossa arquidiocese, São José de Anchieta, Santa Paulina, Santo Antônio de Santana Galvão, dos bem-aventurados Padre Mariano e Madre Assunta, para que sejamos também ardorosos discípulos-missionários de Jesus Cristo.

Por Neusa Flöter – Coordenadora do MESC