Mensagem do padre » 21/01/2019

O que é o Batismo?

O Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito (“vitae spiritualis janua”) e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão. Um ato no qual um cristão é imerso em água para simbolizar o fim de uma velha maneira de viver e um novo começo.

A Bíblia menciona Batismo primeiramente nas escrituras de João Batista. Este foi sob a antiga aliança, quando o Batismo era para a remissão dos pecados. “Eu vos batizo com água, para arrependimento, mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu… Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” Mateus 3,11

Com o estabelecimento da nova aliança, por causa da morte de Jesus na cruz, o Batismo é agora muito mais do que o perdão dos pecados, é um pacto de viver a vida de um discípulo diante de Deus.

Jesus Cristo submeteu-se voluntariamente ao Batismo de João Batista onde o Espírito desce sobre ele, e o Pai manifesta Jesus como seu “Filho Amado”.

Embora o Cristianismo consiste de uma vida interior com Deus, o Batismo é um ato exterior em que afirmamos o nosso desejo de seguir Jesus nesse caminho interior, e Paulo explica como devemos viver essa nova vida: “Ou não sabeis que tantos de nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com Ele na morte pelo batismo, par5a que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em renovação de vida”. Romanos 6,3-4.

Essa “morte” que Paulo menciona é uma morte para minha antiga vida, onde eu escolho não viver de acordo com a minha natureza humana pecaminosa e tendênciosa. Posso, então, começar a andar em “renovação de vida”, por obediência aos mandamentos de Deus.

Ser batizado não nos liberta das tentações, mas podemos, como o autor do Hebreus declara, superar em tentação como fez Jesus. “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas em tudo foi tentado semelhante a nós, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hebreus 4, 15-16

Neusa Flöter – Coordenadora do MESC